Relatório Inicial- Estagio IV
(Helga Valéria e Madalena Maria)
Relatos e impressões...
O início de outra etapa na construção novos saberes...(Madalena)
Começar nova etapa na disciplina de estágio supervisionado pressuponho ser sempre o início a uma nova construção, onde temos a oportunidade de dar asas à imaginação, tamanhas são as expectativas que essa ação gera em nós, diante das várias possibilidades e dos tantos caminhos que temos opção de trilhar.
Quando definimos que nosso estágio IV seria desenvolvido no ensino a distância, especificamente no Pólo de Aparecida, imediatamente comecei a imaginar (poderia dizer: vislumbrar), tamanha foi minha euforia, por ter a oportunidade de experienciar essa nova modalidade para o curso de Artes Visuais – EAD: Ensino de Artes a Distância, para enriquecer ainda mais meu repertório de conhecimentos acerca da arte, que com certeza contribuirá imensamente na edificação do meu perfil como arte-educadora, que acredita no aperfeiçoamento do ser humano por meio da arte, tornando o mundo melhor para se viver.
O espaço, na minha viagem mental, era um lugar parecido com um campus universitário, algo mais próximo do Campus II da UFG, no que diz respeito à arquitetura, ao espaço físico e sua localização, ou seja, imaginei um lugar completamente diferente do qual me deparei no primeiro contato (confesso que me surpreendi bastante, ele é muito melhor do que o espaço que idealizei em minha imaginação).
(minha idealização do espaço- Madalena)
Nossa construção começou a partir de um telefonema, quando num primeiro contato ligamos para nos informar do endereço do Pólo EAD para nossa primeira visita, e a pessoa que nos atendeu disse que era do: “Centro Municipal de Informática”. Posso dizer que a partir daí deu-se início a minhas surpresas, (e pensar que estamos apenas iniciando o processo de construção da nossa proposta para a interferência pedagógica...). Tudo lá era muito diferente do que eu havia imaginado, pois por se tratar de um curso de Artes Visuais à distância, imaginei que o estágio aconteceria por meio de ferramentas como: computador, do acesso à internet, teleconferências... Deu para ver que grandes serão as surpresas e também as aprendizagens no decorrer da experiência.
O espaço real do pólo é bem diferente do que eu havia imaginado, a começar por sua localização, que é bem centralizado, num bairro residencial de fácil acesso, completamente habitado, com grande movimento, situado na Avenida Rudá, esquina com a Rua Pindorama, Vila Brasília, no município de Aparecida de Goiânia.
Suas linhas arquitetônicas são bem diferentes das que eu imaginava em todos os aspectos. Isso sem falar da dinamicidade que pólo possui, pois eu esperava encontrar um local que funcionasse exclusivamente para o ensino a distância, pensava que quando chegássemos encontraríamos apenas a coordenadora, sua secretária, e algum vigilante, mas o que encontrei lá foi o contrário disso, pois me deparei com um espaço altamente dinâmico.
O pólo oferece apoio presencial para cursos de ensino de arte à distância (EAD) no sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil), ofertados através da Universidade Federal de Goiás, aberto para a formação de professores de artes visuais atuantes, mas que não possuem formação específica na área; atende os alunos que apresentarem dificuldades ou que por ventura ainda não saibam utilizar recursos digitais e tenham o desejo de aprender.
Outra atividade que o espaço oferece além do curso de EAD, é o curso de informática básica, totalmente gratuito, aberto também à comunidade para a juventude e para as turmas da “melhor idade” que tem grande procura por parte da comunidade do município de Aparecida de Goiânia e seu entorno, com o único critério para o acesso ao espaço é o de ter disponibilidade para assistir as aulas e segundo a coordenadora a procura é grande a ponto de existir uma fila de espera, sem falar na participação ativa de turmas da terceira idade, que lá são chamadas de “melhor idade”.
Confesso que fiquei muito surpresa com a realidade que me deparei, pois, o pólo possui ótima estrutura física, que conta com um laboratório de informática bem equipado.
Usado paralelamente pelos alunos do curso de Artes Visuais na modalidade a distância, como pela comunidade de aparecida que engloba a comunidade no geral e o grupo da melhor idade, e ainda abre oportuniza a participação de moradores do entorno de Aparecida , o quesito exigido é apenas que se tenha disponibilidade para freqüentar as aulas.
Minha expectativa sobre a estrutura do Pólo... (Helga).
Quando eu e minha parceira, Madalena Maria, optamos por fazer o nosso estagio no Ead, a primeira imagem que veio a minha mente, por se tratar de um Pólo construído (montado) e localizado no Município de Aparecida, cidade ligada a Goiânia, foi relacionada com a minha construção imagética do modelo de escolas municipais ou estaduais.
Pensei em um espaço que estaria localizado em uma rua residencial secundária, para o qual teria sido utilizando uma construção já existente, talvez, por exemplo: uma casa. A casa, que provavelmente teria sido reformada para a montagem do pólo, ocuparia o lote todo, tendo a frente fechada por um muro branco, no qual estaria escrito PÓLO DE APARECIDA- EAD ou algo semelhante.
Suas dependências seriam: uma sala transformada em recepção, um corredor com três quartos, que teriam se transformado em salas para encontros presenciais ou para aplicação de oficinas, banheiro e uma cozinha que teria sido mantida. Seria cercada em parte com grama, e em parte com terra, como costuma acontecer nas escolas estaduais ou municipais. Um portão de grade que daria acesso a um estacionamento interno, e algumas arvores nativas.
Acreditava que o Pólo funcionasse somente para atendimento do Ead, e que por isso, ao entramos, as salas estariam vazias, já que não seria dia de aulas presenciais. Encontraríamos apenas a Orientadora e algum, ou talvez mais de um, tutor. O Pólo estaria cercado por casas comuns. Na rua encontraríamos crianças brincando. O acesso ao Pólo provavelmente não seria difícil, mas por ser tratar de nossa primeira visita, e por pensar que se trataria de uma rua “qualquer”, ou seja uma rua centrada em um setor residencial sem um ponto de referencia como se costuma falar, imaginei que talvez tivéssemos alguma dificuldade em encontrá-lo.
desenho representativo da pré-concepção do Pólo-Ead de Aparecida (Helga).
Diante desta construção mental, inicialmente pegamos o telefone com a professora Leda, tanto para confirmarmos o endereço, quanto à procura de informações que facilitassem a localização do Pólo. Como já sabíamos que o Pólo funcionava nos períodos diurnos e noturnos, ligamos no período da noite, e ouvimos:
-Alo
-Alo. De onde fala?
-Do Centro Municipal de Informática.
-Da onde?
-Centro Municipal de Informática.
-Este numero não é do Ead?
-Não.
- Do Ead de Artes Visuais –Licenciatura da UFG?
-Não.
_Hum,,,Ai tem uma pessoa com o nome de Marlene?
-Marlene? Marlene tem. Mas ela só vem de manha.
-A que horas abre o Centro?
_As sete horas, mas ela chega as oito.
-E qual o endereço?
-Av. Rudá, qd 37-A, s/nº, lote 01 e 02, Vila Brasília.
-Ok,,,,,,,,Obrigada.
Resolvemos fazer nossa primeira “visita” na manha de quarta-feira, dia 08/04/2008, por ser tratar do dia reservado para as visitas do estagio, segundo o horário da FAV. Seguimos o endereço e, apesar da expectativa inicial, não tivemos dificuldades de encontrar o Centro Municipal de Informática do Município de Aparecida
O Centro Municipal de Informática de Aparecida
O Centro Municipal de Informática de Aparecida, atende a toda a comunidade. São oferecidos cursos de informática para adolescentes e adultos com idade a partir de 16 anos e para turma da melhor idade.
Atendimento a comunidade
manha
tarde
noite
Nº alunos
Melhor Idade
De 2º a 6º feira
7 hs as 9:30 min
10 hs as 11:30
Dez alunos em cada turma
Maiores de 16 anos
De 2º a 5º feira
7 hs as 9:30 min
10 hs as 11:30
19:00 as 20:30
21 hs as 22:30 min
Quinze alunos em cada turma
(Confirmar os horários da aula....................)
As sextas –feiras, no período da tarde, o Centro é aberto a toda a comunidade para uso dos equipamentos. Em cada sala há um professor, (,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,)
Alunos da melhor idade do Centro Municipal de Informática – Aparecida – abril de 2008
Alunos de Informática do Centro Municipal de Informática – Aparecida- abril de 2008
Ead
Nessa etapa de edificação da proposta em desenvolvimento da disciplina de estágio IV, e sua posterior aplicação no estágio V, o espaço escolhido para atuarmos, é o espaço virtual do curso de Artes Visuais- Licenciatura da UFG, na modalidade Ead.
O curso de Artes Visuais- Licenciatura da UFG, na modalidade Ead, que utiliza a mesma estrutura física do Centro Municipal de Informática de Aparecida de Goiânia, é coordenado pela pedagoga especialista em Método e Técnicas de Ensino, Marlene Maria de Figueiredo. Seu público alvo, são professores atuantes no ensino da arte, porém com formação em outras áreas, grupo ao qual acompanharemos em nosso estágio.
O estagio no Ead apresenta características próprias que o diferenciam dos demais campos de estágio. Dois eixos se destacam para nós como principais áreas para a pesquisa no Ead. O primeiro trata-se dos arquivos virtuais, nos quais varemos o levantamento dos dados que constituem o perfil dos professores e alunos. O segundo eixos são as aulas presenciais, nas quais teremos a oportunidade de um contado direto com os alunos e professores do Ead.
Esperamos neste estágio, ampliar nossos conhecimentos no campo de ensino da arte, com a utilização das novas tecnologias, e modalidades de ensino muito além da vivência a qual estamos tendo em um curso presencial. Em contra partida como contribuição, pretendemos ofereceremos a construção de uma metodologia pertinente à modalidade de ensino à distância, que possa servir de instrumento para o professor de arte na mediação do processo de desenvolvimento da visualidade infantil.
( Prof. Leda,,,
Essa bibliografia foi montada para os três eixos básicos da nossa proposta: a visualidade infantil, a Ead e o ensino da arte.
Gostaríamos de sua orientação para confirmação ou mudança.........(para podermos começar a comprar os livros)
Bibliografia:
· Gestalt do Objeto -Sistema de Leitura Visual da Forma – João Gomes Filho
· Arte e Percepção Visual - uma psicologia da visão criadora – Rudolf Arnhein
· Novas contribuições da Psicologia aos processos de ensino e aprendizagem – Eunice Soriano de Alencar
· Da cor a cor inexistente – Israel Pedrosa
· Educação a distancia: fundamentos e práticas – Maria Cândida Morais
· Educação a distância: algumas considerações LANDIM, Claudia Maria Ferreira.
· Metodologia do Ensino da Arte - Fusari e Ferraz
· Educação do olhar - Analice Dutra
terça-feira, 6 de maio de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Lisiane
ESTAGIO SUPERVISIONADO IV.
No ano de 2007, aconteceram duas coisas muito importantes no campo artístico de Goiás, a primeira foi a inauguração do Centro Cultural Oscar Niemayer e logo em seguida uma exposição de caráter internacional, gravuras de Pablo Picasso, a exposição foi bastante divulgada pela mídia e isso levou bastante pessoas aquele local, todos queriam conhecer aquele espaço e visitar a exposição.
A exposição também me motivou, não pôr ela em si mas principalmente pôr poder ver as pinturas de Picasso. Organizei um grupo de amigos e fomos ao local. A visualidade daquele lugar era marcante, visto de longe parecia tão pequeno, mas de perto era tudo tão amplo, havia luzes pôr todos os lados, o grande triângulo que durante o dia é vermelho a noite ganhou outra tonalidade, todo aquele conjunto me remetia a um grande teatro, talvez pela fila de pessoas na entrada, as luzes coloridas, as escadas... chegamos naquele local pôr volta das sete da noite, e devido a grande procura, fomos informados que o número de pessoas presentes, eram suficientes para a visitação daquela noite. Todo aquele esforço havia sido em vão, nós não poderíamos ver as gravuras de Picasso.
A vontade era tão grande que pedi para falar com um dos organizadores, justificando o horário divulgado pela mídia, a viagem longa e pelo fato de ser estudante de arte eu me julguei no direito de entrar ali, o organizador acabou nos dando esperança e acabamos permanecendo no local.
Ficamos esperando pôr duas horas, nesse intervalo presenciei várias cenas de pessoas revoltadas querendo entrar, grupos de escolas que haviam agendado a visita e pessoas que saíam da exposição.
Com todo aquele zunzum me pus a imaginar como era lá dentro, quais obras haviam sido escolhidas, será que havia alguma já vista nos livros. Foi neste momento que parei de pensar e passei a ouvir o que as pessoas diziam na saída da exposição.
_ Que coisa horrível! – desenhos como aquele eu mesma faço, - ficar tanto tempo na fila para ver isso? Outras desciam sem palavras, sem qualquer expressão que denunciava o deleite, os alunos de escolas eram os mais expontâneos riam e falavam palavras sarcásticas, a respeito do trabalho. Acabamos sendo informados que a exposição havia encerrado, tivemos que voltar para casa, triste pôr não ver aquelas imagens, mas ao mesmo tempo mais curiosa pôr imaginar que imagens eram aquelas que provocavam reações tão diferentes pôr parte do público.
Voltei a exposição, desta vez durante o dia , novamente a arquitetura daquele espaço cultural deu certeza da grandiosidade da obra. A fila desta vez era pequena então pude perceber como era lá dentro, e como era dispendiosa uma exposição daquele porte, o ar condicionado com temperatura baixa, seguranças pôr todos os lados, pedestais que impediam a aproximação da obra, enormes textos escritos na entrada narrando a biografia de Picasso e enfim o local onde estavam expostas as obras.
As gravuras relembravam cenas da mitologia e cenas do cotidiano, a leveza do traço a facilidade de se colocar de forma simples as coisas do dia a dia.
Vendo as pessoas terem reações diferentes, muitas negativas, percebi que isso se dava pela falta de conhecimento sobre leituras de imagens. Pensando nisso resolvi ver como é trabalhado o tema na sala de aula e poder dar minha colaboração a escola, para que elas entendam que “significados não são substâncias aderentes, tipos de mensagem cifrada, inscrição ou tatuagem que acompanham e identificam a imagem” (Martins 2007) pois a educação escolar, segundo Hernandez, necessita ser repensada porque as representações e os valores sociais e os saberes disciplinares estão mudando e a escola que hoje temos responde em boa parte pôr essa mudança.
O primeiro estágio
A escola que escolhi para estagiar é o Colégio Estadual Deputado Manoel Mendonça que atende alunos do Ensino Fundamental e Médio na cidade de Hidrolândia.
O fato curioso é que já fui aluna do colégio e hoje meu filho Otávio é aluno, cursando o 6 ano do Ensino fundamental. E como mãe o acompanho no seu dia a dia e o incentivo a ser um aluno disciplinado e comprometido.
Foi acompanhando suas tarefas que descobri a quantidade de imagens no livro de língua portuguesa que possibilitam trabalhar a sua leitura.
No primeiro contato pedi permissão para a coordenadora para o estágio, ela me informou que a professora de língua portuguesa com estagiaria estava doente e não tinha comparecido. Uma das professoras presentes era minha tia, e devido ao parentesco não era conveniente estagiar com ela, mas decidi assistir suas aulas. Minha tia me acolheu com entusiasmo e disse que estava acontecendo um seminário sobre o Romantismo, com as turmas de segundo ano do Ensino médio. A aula já havia começado e dirigi-me para o final da sala, ela me apresentou como aluna de Artes da UFG e disse sobre a finalidade da minha presença, ocultando o fato de ser sua sobrinha.
Começaram as apresentações, os alunos começaram a descorrer sobre os livros pré selecionados que são: O Guarani, Iracema, Inocência e Lucíola. A sala foi previamente divida em grupo e cada grupo ficando responsável em apresentar uma dessas obras.
Assisti a apresentação dos livros Inocência e Lucíola. Durante a apresentação de Inocência, de Visconde de Taunay, pôr coincidência um de meus livros preferidos, uma jovem começou descrevendo o livro, a professora questionava e o grupo respondia, todos bastante nervosos com o seminário e com minha presença. Enquanto o grupo narrava parte do livro fui relembrando as imagens, as cenas, o tempo, até mesmo o cheiro do passado consegui resgatar naquele instante, pensei na possibilidade de trabalhar o livro lido, com as imagens que cada um construiu com a leitura, como seria a imagem de Inocência para aqueles jovens isso poderia fixar ainda mais a leitura.
O segundo livro foi Lucíola de José de Alencar este livro ao contrário do outro, eu não havia lido, e fui construindo mentalmente a história através da descrição feita pelo grupo, nesta história a jovem heroína era prostituta, nesta descrição ficou evidente a fala dos alunos que se referiam a palavra : zona, mulher da vida, evidenciando a fala do cotidiano, novamente um tema bastante polêmico a ser desenvolvido em sala, como seria a imagem mental desses alunos com relação as prostituta?
Durante a explanação de alguns grupos, a professora questionava e ficava evidente o pouco interesse desses alunos pelas obras literárias e pela leitura em geral.
Depois que terminou a aula, me aproximei de dois alunos e pedi que cada um fotografasse os três pontos mais significativos da escola. O primeiro foi em direção a entrada e fotografou o portão da escola, em seguida tirou a foto do pátio, e depois foi em direção a quadra de esportes e lá registrou a ultima imagem. O segundo aluno fotografou os estudantes jogando futebol, em seguida registrou a movimentação em volta da quadra e finalizou com a imagem de uma moça.
Continuando minha experiência também registrei três pontos significativos, as três imagens que escolhi foram: a entrada da escola, e duas pinturas feitas no pátio do
colégio.
Para fechar o círculo pedi a duas coordenadoras que também registrassem duas imagens da escola. A primeira fotografou um dos corredores da escola, e árvore próxima. A Segunda foi bastante crítica e me relatou através de suas imagens as sucatas que estavam encostadas na escola, e os livros didáticos antigos sem utilidades que dividem o espaço com
os alunos.
Aprendi muito com a visão que cada um possui da escola, pois “O papel dos artistas se move entre a coisa latente que conta sua história e a voz imagem que recolhi as vozes experiências de outros que surgem do diálogo com seu meio e que se reflete em histórias compartilhadas” ( Hernandez 2000).
No ano de 2007, aconteceram duas coisas muito importantes no campo artístico de Goiás, a primeira foi a inauguração do Centro Cultural Oscar Niemayer e logo em seguida uma exposição de caráter internacional, gravuras de Pablo Picasso, a exposição foi bastante divulgada pela mídia e isso levou bastante pessoas aquele local, todos queriam conhecer aquele espaço e visitar a exposição.
A exposição também me motivou, não pôr ela em si mas principalmente pôr poder ver as pinturas de Picasso. Organizei um grupo de amigos e fomos ao local. A visualidade daquele lugar era marcante, visto de longe parecia tão pequeno, mas de perto era tudo tão amplo, havia luzes pôr todos os lados, o grande triângulo que durante o dia é vermelho a noite ganhou outra tonalidade, todo aquele conjunto me remetia a um grande teatro, talvez pela fila de pessoas na entrada, as luzes coloridas, as escadas... chegamos naquele local pôr volta das sete da noite, e devido a grande procura, fomos informados que o número de pessoas presentes, eram suficientes para a visitação daquela noite. Todo aquele esforço havia sido em vão, nós não poderíamos ver as gravuras de Picasso.
A vontade era tão grande que pedi para falar com um dos organizadores, justificando o horário divulgado pela mídia, a viagem longa e pelo fato de ser estudante de arte eu me julguei no direito de entrar ali, o organizador acabou nos dando esperança e acabamos permanecendo no local.
Ficamos esperando pôr duas horas, nesse intervalo presenciei várias cenas de pessoas revoltadas querendo entrar, grupos de escolas que haviam agendado a visita e pessoas que saíam da exposição.
Com todo aquele zunzum me pus a imaginar como era lá dentro, quais obras haviam sido escolhidas, será que havia alguma já vista nos livros. Foi neste momento que parei de pensar e passei a ouvir o que as pessoas diziam na saída da exposição.
_ Que coisa horrível! – desenhos como aquele eu mesma faço, - ficar tanto tempo na fila para ver isso? Outras desciam sem palavras, sem qualquer expressão que denunciava o deleite, os alunos de escolas eram os mais expontâneos riam e falavam palavras sarcásticas, a respeito do trabalho. Acabamos sendo informados que a exposição havia encerrado, tivemos que voltar para casa, triste pôr não ver aquelas imagens, mas ao mesmo tempo mais curiosa pôr imaginar que imagens eram aquelas que provocavam reações tão diferentes pôr parte do público.
Voltei a exposição, desta vez durante o dia , novamente a arquitetura daquele espaço cultural deu certeza da grandiosidade da obra. A fila desta vez era pequena então pude perceber como era lá dentro, e como era dispendiosa uma exposição daquele porte, o ar condicionado com temperatura baixa, seguranças pôr todos os lados, pedestais que impediam a aproximação da obra, enormes textos escritos na entrada narrando a biografia de Picasso e enfim o local onde estavam expostas as obras.
As gravuras relembravam cenas da mitologia e cenas do cotidiano, a leveza do traço a facilidade de se colocar de forma simples as coisas do dia a dia.
Vendo as pessoas terem reações diferentes, muitas negativas, percebi que isso se dava pela falta de conhecimento sobre leituras de imagens. Pensando nisso resolvi ver como é trabalhado o tema na sala de aula e poder dar minha colaboração a escola, para que elas entendam que “significados não são substâncias aderentes, tipos de mensagem cifrada, inscrição ou tatuagem que acompanham e identificam a imagem” (Martins 2007) pois a educação escolar, segundo Hernandez, necessita ser repensada porque as representações e os valores sociais e os saberes disciplinares estão mudando e a escola que hoje temos responde em boa parte pôr essa mudança.
O primeiro estágio
A escola que escolhi para estagiar é o Colégio Estadual Deputado Manoel Mendonça que atende alunos do Ensino Fundamental e Médio na cidade de Hidrolândia.
O fato curioso é que já fui aluna do colégio e hoje meu filho Otávio é aluno, cursando o 6 ano do Ensino fundamental. E como mãe o acompanho no seu dia a dia e o incentivo a ser um aluno disciplinado e comprometido.
Foi acompanhando suas tarefas que descobri a quantidade de imagens no livro de língua portuguesa que possibilitam trabalhar a sua leitura.
No primeiro contato pedi permissão para a coordenadora para o estágio, ela me informou que a professora de língua portuguesa com estagiaria estava doente e não tinha comparecido. Uma das professoras presentes era minha tia, e devido ao parentesco não era conveniente estagiar com ela, mas decidi assistir suas aulas. Minha tia me acolheu com entusiasmo e disse que estava acontecendo um seminário sobre o Romantismo, com as turmas de segundo ano do Ensino médio. A aula já havia começado e dirigi-me para o final da sala, ela me apresentou como aluna de Artes da UFG e disse sobre a finalidade da minha presença, ocultando o fato de ser sua sobrinha.
Começaram as apresentações, os alunos começaram a descorrer sobre os livros pré selecionados que são: O Guarani, Iracema, Inocência e Lucíola. A sala foi previamente divida em grupo e cada grupo ficando responsável em apresentar uma dessas obras.
Assisti a apresentação dos livros Inocência e Lucíola. Durante a apresentação de Inocência, de Visconde de Taunay, pôr coincidência um de meus livros preferidos, uma jovem começou descrevendo o livro, a professora questionava e o grupo respondia, todos bastante nervosos com o seminário e com minha presença. Enquanto o grupo narrava parte do livro fui relembrando as imagens, as cenas, o tempo, até mesmo o cheiro do passado consegui resgatar naquele instante, pensei na possibilidade de trabalhar o livro lido, com as imagens que cada um construiu com a leitura, como seria a imagem de Inocência para aqueles jovens isso poderia fixar ainda mais a leitura.
O segundo livro foi Lucíola de José de Alencar este livro ao contrário do outro, eu não havia lido, e fui construindo mentalmente a história através da descrição feita pelo grupo, nesta história a jovem heroína era prostituta, nesta descrição ficou evidente a fala dos alunos que se referiam a palavra : zona, mulher da vida, evidenciando a fala do cotidiano, novamente um tema bastante polêmico a ser desenvolvido em sala, como seria a imagem mental desses alunos com relação as prostituta?
Durante a explanação de alguns grupos, a professora questionava e ficava evidente o pouco interesse desses alunos pelas obras literárias e pela leitura em geral.
Depois que terminou a aula, me aproximei de dois alunos e pedi que cada um fotografasse os três pontos mais significativos da escola. O primeiro foi em direção a entrada e fotografou o portão da escola, em seguida tirou a foto do pátio, e depois foi em direção a quadra de esportes e lá registrou a ultima imagem. O segundo aluno fotografou os estudantes jogando futebol, em seguida registrou a movimentação em volta da quadra e finalizou com a imagem de uma moça.
Continuando minha experiência também registrei três pontos significativos, as três imagens que escolhi foram: a entrada da escola, e duas pinturas feitas no pátio do
colégio.
Para fechar o círculo pedi a duas coordenadoras que também registrassem duas imagens da escola. A primeira fotografou um dos corredores da escola, e árvore próxima. A Segunda foi bastante crítica e me relatou através de suas imagens as sucatas que estavam encostadas na escola, e os livros didáticos antigos sem utilidades que dividem o espaço com
os alunos.
Aprendi muito com a visão que cada um possui da escola, pois “O papel dos artistas se move entre a coisa latente que conta sua história e a voz imagem que recolhi as vozes experiências de outros que surgem do diálogo com seu meio e que se reflete em histórias compartilhadas” ( Hernandez 2000).
PONTOS IMPORTANTES PARA SISTEMATIZAÇÕES METODOLÓGICAS
PONTOS IMPORTANTES PARA SISTEMATIZAÇÕES METODOLÓGICAS
· Ter claro que ênfase será buscada no processo;
· Fomentar repertório: (técnico, conceitual, imagético, etc);
· Incorporação de diversidade cultural;
· Incorporação de diferentes níveis sensoriais;
· Promover no aluno habilidades para definir e resolver problemas artísticos através de compreensão ou proficiência técnica;
· Identificar contexto sócio-cultural dos sujeitos com os quais se está interagindo;
· Flexibilidade na articulação de etapas;
· Considerar realidade própria onde se atua;
· Compreensão da arte como linguagem (presentacional) e não apenas como veiculo de emoções ou atividades de entretenimento e
· Estabelecer critérios de avaliação do processo e informar aos alunos sobre os mesmos.
AVALIAÇÃO
Possíveis Critérios:
· Aquisição de competência técnica;
· Aquisição e ampliação de repertórios;
· Autonomia gradual de soluções de problemas;
· Capacidade critica, perceptiva, investigativa, reflexiva e
· Desenvolvimento individual ou em grupo.
· Ter claro que ênfase será buscada no processo;
· Fomentar repertório: (técnico, conceitual, imagético, etc);
· Incorporação de diversidade cultural;
· Incorporação de diferentes níveis sensoriais;
· Promover no aluno habilidades para definir e resolver problemas artísticos através de compreensão ou proficiência técnica;
· Identificar contexto sócio-cultural dos sujeitos com os quais se está interagindo;
· Flexibilidade na articulação de etapas;
· Considerar realidade própria onde se atua;
· Compreensão da arte como linguagem (presentacional) e não apenas como veiculo de emoções ou atividades de entretenimento e
· Estabelecer critérios de avaliação do processo e informar aos alunos sobre os mesmos.
AVALIAÇÃO
Possíveis Critérios:
· Aquisição de competência técnica;
· Aquisição e ampliação de repertórios;
· Autonomia gradual de soluções de problemas;
· Capacidade critica, perceptiva, investigativa, reflexiva e
· Desenvolvimento individual ou em grupo.
1- Rememorançao dos estágio anteriores
Caros estudantes do Estágio IV
Vamos recordar os pssos do Estágio IV que se constitui num laboratório para o próximo semestre do Estágio V.
1- Rememorança dos estágio anteriores
2- Discussao e reflexao sobre a proposta dos Estágios IV e V (princípios, concepçoes e dinamicas)
3- Ida a campo –fase exploratória para levantar dificuldades e possibilidades
Agora que voces já devem estar na segunda ou terceira visita ao possível campo de estágio, é hora de elaborar um relatório (dossiê) sobre esse espaço identificando e descrevendo:
PRIMEIRA PARTE
a) Que espaço é esse? Nome, endereço, responsáveis, atende a que tipo de público?
b) Características físicas do espaço
c) Relaçao espaço e bairro
d) Possível público com o qual o projeto será desenvolvido;
e) Relaçao do seu tema como o espaço e público escolhido (contribuiçoes, etc)
SEGUNDA PARTE- sobre a construçao pré-proposta
a) Relaçao do
b) O trabalho de campo (espaço e pessoas) provocou modificaçoes, ampliaçoes na sua proposta inicial? Identificar e refletir
c) Condiçoes concretas para desenvolver o projeto
d) Visualisar eixos de referência bibliográfica para suporte teórico da proposta
e) Formas de avaliaçao (oque será avaliado, como será, quem participará da avaliação)
Vamos recordar os pssos do Estágio IV que se constitui num laboratório para o próximo semestre do Estágio V.
1- Rememorança dos estágio anteriores
2- Discussao e reflexao sobre a proposta dos Estágios IV e V (princípios, concepçoes e dinamicas)
3- Ida a campo –fase exploratória para levantar dificuldades e possibilidades
Agora que voces já devem estar na segunda ou terceira visita ao possível campo de estágio, é hora de elaborar um relatório (dossiê) sobre esse espaço identificando e descrevendo:
PRIMEIRA PARTE
a) Que espaço é esse? Nome, endereço, responsáveis, atende a que tipo de público?
b) Características físicas do espaço
c) Relaçao espaço e bairro
d) Possível público com o qual o projeto será desenvolvido;
e) Relaçao do seu tema como o espaço e público escolhido (contribuiçoes, etc)
SEGUNDA PARTE- sobre a construçao pré-proposta
a) Relaçao do
b) O trabalho de campo (espaço e pessoas) provocou modificaçoes, ampliaçoes na sua proposta inicial? Identificar e refletir
c) Condiçoes concretas para desenvolver o projeto
d) Visualisar eixos de referência bibliográfica para suporte teórico da proposta
e) Formas de avaliaçao (oque será avaliado, como será, quem participará da avaliação)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
aula do dia 15 de abril
Helga e Madalena
Espaço:
Espectativas: Pensamos que iríamos encontrar um pólo com um muro mais simples, mais “pobre”.
Encontramos um pólo muito bem montado, com turmas de idosos, adolescentes, cursos de informática.
Carolina
Escola: a professora não estava no dia do campo(4ª f.). Eu gostaria de manter um contato com a professora , para construir essa proposta. A coordenadora não me conhece, e não pude ter acesso a nenhuma informação. A professora é cheia de afazeres.
Valdson e adriana
Fui um dia no período da manha, no outro dia uma professora da tarde me ligou e perguntou da possibilidade de sua turma participar da proposta. Qual a possibilidade de trabalhar com essa turma que já tem aulas de cinema. A professora mostrou interesse em participar.
Lisiane
Fui na escola a primeira vez e não encontrei a professora, antes de começar as visitas, encontrei uma professora de português que minha tia. Tirei uma fotografia, pedi a um aluno que me mostre qual a visão que ele tem da escola, depois pedi para a coordenadora me mostrar a visão que ela tinha da escola. Eu quis assistir a uma aula da minha tia para ver como acontece a aula de português. Numa cidade pequena os parentescos são muito próximos.
Frederico
Eu estou na escola, já fui três vezes, de forma amistosa, por último fui como estagiário, os alunos estão muito eufóricos, todos querem participar, conversei com eles e percebi que terei algumas dificuldades, um aluno me disse que o professor não gostou de minha presença na escola, pois ele só tem uma aula e pensa que eu estou querendo tomar a aula dele. O que eu achei estranho é que eu não vou invadir a aula dele. Eu ainda acredito que vai ser legal , e tenho a aprovação da direção da escola. Estou fazendo um disciplina na faculdade de Educação , e vamos propor uma mesa redonda para discutirmos as questões da educação contemporânea e convidamos a Leda para participar.
Espaço:
Espectativas: Pensamos que iríamos encontrar um pólo com um muro mais simples, mais “pobre”.
Encontramos um pólo muito bem montado, com turmas de idosos, adolescentes, cursos de informática.
Carolina
Escola: a professora não estava no dia do campo(4ª f.). Eu gostaria de manter um contato com a professora , para construir essa proposta. A coordenadora não me conhece, e não pude ter acesso a nenhuma informação. A professora é cheia de afazeres.
Valdson e adriana
Fui um dia no período da manha, no outro dia uma professora da tarde me ligou e perguntou da possibilidade de sua turma participar da proposta. Qual a possibilidade de trabalhar com essa turma que já tem aulas de cinema. A professora mostrou interesse em participar.
Lisiane
Fui na escola a primeira vez e não encontrei a professora, antes de começar as visitas, encontrei uma professora de português que minha tia. Tirei uma fotografia, pedi a um aluno que me mostre qual a visão que ele tem da escola, depois pedi para a coordenadora me mostrar a visão que ela tinha da escola. Eu quis assistir a uma aula da minha tia para ver como acontece a aula de português. Numa cidade pequena os parentescos são muito próximos.
Frederico
Eu estou na escola, já fui três vezes, de forma amistosa, por último fui como estagiário, os alunos estão muito eufóricos, todos querem participar, conversei com eles e percebi que terei algumas dificuldades, um aluno me disse que o professor não gostou de minha presença na escola, pois ele só tem uma aula e pensa que eu estou querendo tomar a aula dele. O que eu achei estranho é que eu não vou invadir a aula dele. Eu ainda acredito que vai ser legal , e tenho a aprovação da direção da escola. Estou fazendo um disciplina na faculdade de Educação , e vamos propor uma mesa redonda para discutirmos as questões da educação contemporânea e convidamos a Leda para participar.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Estagio no Ead
Oi turma,,,
Eu e a Mada estivemos fazendo uma visita no Polo do Ead de Anapolis.
Logo logo estaremos postando nossas primeiras impressões, ok?
Voces vão gostar,,,,,,
Helga
bjsss
Eu e a Mada estivemos fazendo uma visita no Polo do Ead de Anapolis.
Logo logo estaremos postando nossas primeiras impressões, ok?
Voces vão gostar,,,,,,
Helga
bjsss
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